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Um Case de Transformação Digital e os 6Ds de Diamandis

Um Case de Transformação Digital e os 6Ds de Diamandis

Olha o que esta "startup de 100 anos” aprontou em outubro!

Peter Diamandis diz que todas as tecnologias e negócios na nova economia passam por seis fases diferentes: digitalização, decepção, disrupção, desmonetização, desmaterialização e democratização. São os 6Ds de Diamandis. Em algumas indústrias, como a cinematográfica, a fonográfica e a da informação, o desafio da transformação digital é ainda mais complexo.

Empresas dessas áreas que já embarcaram na jornada para a transição digital se deparam com um jogo muito mais duro do que se criassem uma startup do zero. É preciso, de alguma forma, olhar aonde está o “copo cheio” no meio do apocalipse de Diamandis. Como dizem por aí, “trocar o motor com o carro andando”.

Veja os jornais: a informação saiu do papel, das bancas, e passou para a digitalização. Graças a algumas experiências ruins, afinal, era então um mundo novo, veio a decepção. Ao mesmo tempo surgiram as redes sociais, “o maior veículo de mídia do mundo que não produz nada”, com cada indivíduo fazendo o papel de fonte de informação — a disrupção. Consequentemente, a gradativa desmonetização das fontes de financiamento históricas dessa indústria. E, como aconteceu com filmes e músicas, em algum momento tivemos a sensação de que não precisávamos mais pagar por isso, chegando ao ponto da desmaterialização.

Eis a democratização, o último estágio de Diamandis. E, nesse caso, talvez ele não seja (mais) um problema, mas sim uma alavanca.

É que democratização demais o santo desconfia. Na indústria da informação, ela trouxe o excesso, as fake news e uma confusão enorme, de Trump à Primavera Árabe, do Brexit a Bolsonaro. Em meio a tanto ruído, os princípios do bom jornalismo voltaram a ser valorizados. Não mais no papel, mas nos celulares, na internet — onde as pessoas se informam hoje. Apareceu a oportunidade.

As grandes mobilizações em uma nova economia jogam outro jogo, o do poder inalienável das pessoas em participar, exercer protagonismo, de se engajarem em causas que atacam dores relevantes, do “empurpose" (empoderamento + propósito), do endosso social, dos propósitos de transformação massiva (PTMs), das expressões individualizadas em projetos e impactos surpreendentes, desses que nos levam a agir. Em tudo isso, há oportunidades de estratégias digitais e exponenciais.

A Gazeta do Povo, jornal de Curitiba que se vê uma “startup de 100 anos” e que em 2017 fez uma ousada virada digital, deixando para trás o impresso diário e apostando em uma experiência totalmente digital e mobile-first, fechou o mês de outubro como o jornal mais lido do Brasil com 33,7 milhões de leitores.

E na sua indústria? Em qual estágio dos 6Ds de Diamandis você se encontra? E como encontrar os pontos de virada?

Se essas perguntas te incomodam, é um bom sinal. Nelas pode estar o diferencial nos estágios de Diamandis: o seu olhar. Ele é capaz de encontrar o “copo cheio” no meio dos 6Ds do seu negócio.

Mais infos sobre o case da Gazeta em:

https://www.gazetadopovo.com.br/economia/gazeta-do-povo-foi-o-jornal-mais-lido-do-pais-no-mes-das-eleicoes-5yiwf8ipzr51ek3ygoecwunyb

Anderson Godzikowski

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