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Exclusão Digital: As superempresas digitais e os países em desenvolvimento

Exclusão Digital: As superempresas digitais e os países em desenvolvimento

O economista Joseph E. Stiglitz, duas vezes prêmio Nobel, abordou em evento recente alguns desafios para equilibrar os interesses de empresas da nova economia vs países em desenvolvimento, segundo a coluna de 08/03 da Tatiana Palermo, da Gazeta do Povo.

Antes de falarmos desses desafios, vale lembrar que vivemos tempos em que inclusão e impacto viraram palavras da moda. A “bolsa família mundial”, pedágio para empresas de tecnologia, é uma discussão séria que extrapola correntes ideológicas. Até economistas liberais, como Friedman e Hayek, defendem o tema e a aposta Carr-Benkler, ainda hoje, não tem vencedor. 

O fato é que exclusão digital, em meio a tanta velocidade, gera sim um esgarçamento do tecido social. Isto pode ser visto em qualquer canto por aí, seja em países em desenvolvimento ou, até mesmo, nas ruas próximas a Union Square em São Francisco, como nessa foto que tirei em 2018.

Sabemos pouco sobre como lidar com isso. Veja alguns pontos de Stiglitz, citados na coluna da Tatiana, que busquei sumarizar:

1. Cobrar impostos vs TRIPS (Agreement on Trade-Related Aspects of Intellectual Property Rights): Acordo multilateral sobre repatriação pelo uso de direitos de propriedade intelectual que privilegia os países de origem das tecnologias. 

2. Monopolização em “superempresas” digitais: Essa concentração aumenta os riscos de manipulações de opinião e influências políticas, invasões de privacidade, etc.

3. “Gig economy“ vs empregos formais: Crescimento da desigualdade em termos de salários e renda, ampliados pela robotização e inteligência artificial.

4. Poucas “externalidades positivas”: Pouca presença física nos países em desenvolvimento onde as superempresas digitais estendem suas plataformas.

Algumas recomendações ainda apontam para incluir regulações como “inovação ambiental”, “inclusão social” e, também, tributar lojas on line de forma diferente que lojas físicas. Embora reconheça que existam desafios quanto a esses pontos de Stiglitz, vejo também oportunidades. 

Enfim, insights para uma discussão mais ampla. E se a discussão é sobre inclusão, nada melhor que faze-la em comunidade. Então, qual sua opinião sobre o tema?

 


Anderson Godz, Curador da Comunidade e Autor do Livro Governança & Nova Economia. Investidor, Advisor, Conselheiro de Administração pela FDC, IBGC e Mestre em Governança Corporativa e Sustentabilidade. Criador do Board Canvas e do MasterClass G&NE, o mais inovador programa brasileiro de governança para a nova economia. 

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Curador da Comunidade e Autor do Livro Governança & Nova Economia. Investidor, Advisor, Conselheiro de Administração pela FDC, IBGC e Mestre em Governança Corporativa e Sustentabilidade. Criador do Board Canvas e do MasterClass G&NE.

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