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Conselhos de Startups e da Economia Real: Nada é tão novo, nada é tão velho!

Conselhos de Startups e da Economia Real: Nada é tão novo, nada é tão velho!

Gustavo Franco é um dos conselheiros do Nubank. Niall Ferguson na empresa de criptomoedas chamada Ampleforth. Nomes de peso ocupando posições como conselheiro (ou advisor) em empresas joviais. Do outro lado, tech guys são uma tendência nos boards da economia real, como nos exemplos do Magazine Luiza, Petrobras, Boticário e Gazeta do Povo.

Nada é tão novo, nada é tão velho. Certamente Ferguson e Franco tem prestígio que, colocado a favor de uma startup, pode potencializar o negócio. É parte do jogo. Ferguson é o autor do best-seller ”A Ascensão do Dinheiro: A História Financeira do Mundo” e, mais recentemente, lançou o ótimo “The Square and Tower: Redes e Poder, da Freemasons ao Facebook”. Gustavo Franco é economista, autor, ex-presidente do Banco Central e mais conhecido por ter integrado a equipe responsável pelo Plano Real. 

Mas os notáveis tem bem mais que prestígio para entregar. Manny Rincon-Cruz, um colega de Ferguson, matou a charada sobre ele na Ampleforth: “Capacidade de pensar sistematicamente sobre o contexto socioeconômico e político mais amplo da tecnologia blockchain”.

A esta altura você pode estar pensando que honorários são um empecilho. Mas não! O retorno que empresas nativas digitais podem trazer para os seus conselheiros é mais que financeiro. Elas têm o charme de lidar com o novo e de crescer rapidamente em uma área de conhecimento de um advisor experiente, que precisa estar em constante reciclagem, a procura de projetos que o inspirem. Como diz Gustavo Franco sobre o Nubank: “Eu já vi na vida várias coisas impossíveis acontecendo. Essa é mais uma que estou gostando muito de fazer parte.” Já Ferguson disse: “A ideia de reinventar o dinheiro me excita”.

As empresas da economia real, por sua vez, também são interessantes para conselheiros vindos dos negócios acelerados. Primeiro, porque antecipam desafios que logo enfrentarão nos seus negócios e investimentos digitais. Afinal, quanto maior o crescimento, mais os desafios se tornam parecidos, de “gente grande”. Lamento lembrar, mas startups também terão que se reinventar em algum momento. Satya Nadella, transformando a gigante Microsoft, que o diga. Outro beneficio é que uma marca consolidada traz conexões que podem ser muito úteis a jovens conselheiros.

Mesmo com as fronteiras das empresas mais tênues, os conselhos ainda parecem viver quase que reclusos. Há pouca renovação e, quando há, ocorre em longos ciclos anuais ou bianuais, o que é uma eternidade para a nova economia. Por vezes, especialistas são convidados pontuais ou, no limite, comitês são estabelecidos para temas específicos ou crises. 

Em geral, tudo ainda parece pensado sob uma perspectiva cadenciada e deliberativa. Explodimos os P&Ds com a inovação aberta mas os boards continuam encapsulados em modelos não orientados a um crescimento “taco de hóquei” que a nova economia pode gerar.

Iniciativas como Magazine Luiza, Nubank, Petrobras e Gazeta deveriam ser a nova regra. Você lembra de outros? Registra por gentileza nos comentários e compartilhe este post para ampliarmos o alcance dos bons conselhos😉!

 


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